Testemunhos

Célio Eduardo Dias foi um dos membros fundadores da IBFC.

Natural de Camaquã, no sul do Estado, trabalhava em uma plantação de fumo da família.

Em Canoas, Célio era vizinho de José da Silva e seu irmão, Luiz Carlos da Silva e criou um forte laço de amizade com os dois. Neste tempo, ele frequentava a igreja do bairro Cavalhada, em Porto Alegre, liderada pelo Pr. Machado. "O José nem pensava em ser pastor ainda quando um dia, caminhando pelo bairro Harmonia, eu ele e o Agemiro entramos em uma casa abandonada, oramos pelo local e começamos a trabalhar”, lembra. A respeito do começo da igreja, ele define: "era como se fosse um Grupo de Crescimento de hoje, só que bem menor”. Os primeiros colaboradores se reuniam para orar e fazer panfletagens, convidando outras pessoas e, assim, o grupo foi crescendo. “Tivemos que aumentar a igreja três vezes, pois o agir de Deus era muito grande. A cada reunião surgia mais gente”, destaca. No entanto havia muita dificuldade, pois os vizinhos não aceitavam uma igreja no local. Foi quando surgiu o desejo de adquirir o atual terreno onde está sediada a IBFC, mas “nem vender o proprietário queria, já que éramos uma igreja”. Até que Deus usou a vida de um homem, que adquiriu o terreno e logo vendeu para a IBFC. Para isso, todos os membros contribuíram com o que tinham, mesmo enfrentando grandes dificuldades financeiras. Célio lembra que deu um porco para o irmão da igreja carnear e angariar fundos. “A nossa vida era a igreja, passávamos o dia inteiro lá! Comprávamos pão para o café da tarde e ficávamos juntos. Até dá pra dizer que assim iniciou a cantina", revela. Com saudosismo, Célio também recorda que seu Fusca 69 era o único meio de transporte da IBFC e era utilizado para quase todas as necessidades.

O jovem Célio conheceu sua esposa, Elisabeth, em 1977. Casou e teve três filhos: Lisiane, Jairo e Joseane e hoje tem cinco netos. Todos são cristãos e um dos genros é pastor da IBFC, Deivide Rocha. Para descrever essa caminhada de 35 anos Célio destaca as dificuldades do início, pois era difícil se locomover, adquirir, enfim, ser igreja.

“Mas Deus sempre esteve junto suprindo o necessário, abrindo portas. Hoje estamos vivenciando a promessa que recebemos lá no começo, de que a igreja seria grande, forte e missionária”, argumenta. Emocionado, Célio finaliza: "a igreja não é minha, não é do Pr. José, nem do Pr. Gilberto. É de Deus e Ele levanta as pessoas certas. Podemos terminar nossa carreira, mas a IBFC continuará, pois cada vez mais chegam pessoas tocadas por Deus e prontas a contribuir. Quem vê a estrutura de hoje não acredita como tudo começou pode até se perguntar 'será que foi assim mesmo?'"conclui ele.