Testemunhos

André Luis da Silva Fonseca tem 41 anos e a aproximadamente três anos começou a frequentar a IBFC, mas muito antes disso sua mãe já orava por ele, através de um Grupo de Crescimento.

Ele era usuário de drogas desde os 18 anos, mas começou a traficar antes mesmo disso. "Minha vida se resumia a drogas e trambiques e eu ainda frequentava terreiros de umbanda. Usei várias drogas e só não entrei para o crack porque experimentei e não gostei", conta.

Em setembro de 2013, no entanto, André passou a enfrentar uma crise, quando a esposa o deixou e levou junto a sua filha. "Ela cansou de ver a minha decadência, destruição e falta de amor próprio. Fiquei apenas com as lembranças de tantas brigas, ciúme possessivo, escolhas erradas. Um dia entrei em uma igreja, nem sei como, e Deus falou comigo, me mostrou muita coisa, mas ainda não tinha tido um verdadeiro encontro", lembra.

Em abril de 2014 André passou a frequentar o GC onde sua mãe ia. Pedia oração a cada terça-feira. "Porém, eu ainda mentia para mim mesmo. Era o legítimo 'crente Raimundo', estava com um pé na igreja e outro no mundo. Saía dos cultos e ia para as bocas buscar drogas. As pessoas me cobravam, falavam que eu tinha que me internar, mas eu não aceitava isso de jeito nenhum. Me irava contra elas, pois achava que ninguém desconfiava e na minha cabeça, eu estava nesta vida porque ainda não tinha tomado a decisão de parar, pois quando eu quisesse, parava", explica André.

Um dia, a ficha caiu de verdade e ele começou a se dar conta de todos os erros, enganos, fugas, mentiras. Procurou a esposa e iniciou um processo de reconquista. "Ela sempre muito firme e durona comigo (o que era necessário naquele momento), não cedia às minhas conversas. Não acreditava mais em mim. Foi um tempo bem difícil, precisei de muito mais do que conversas e promessas. Tive que mostrar com atitudes que eu havia mudado e que a amava e queria minha família de volta". Nesse meio tempo André descobriu que estava com um câncer agressivo e passou por dias em que preferia estar morto: "eu não suportava o mau cheiro que a minha barriga aberta exalava, mas para honra e glória do nosso Senhor Jesus, ganhei uma nova vida duas vezes, uma quando desci às águas e outra quando consegui me recuperar do câncer de intestino. Ainda faço quimioterapias, mas sei que Deus está no controle de tudo".

Hoje André está casado e vive numa família de verdade. "Faltam coisas na nossa casa? Sim. Temos ainda algumas divergências? Com certeza! Temos problemas financeiros? Muitos (até porque na época das falcatruas o dinheiro entrava e saía muito fácil), mas tem uma coisa que não tínhamos e que não somos nada sem... Deus! Ele é a nossa base, nosso esteio, nosso refúgio libertador. Sem Ele, nada somos e hoje tudo consagramos a Ele! Louvo a Deus pela vida de todas as pessoas que um dia oraram por mim e agradeço por não terem desistido. E se você tem algum caso parecido com o meu, creia! Deus é tremendo e é um Deus de milagre".